Já decidi o que quero pra mim este ano. Consegui estabelecer minhas prioridades. Minha máxima é ser feliz e mais nada! Claro que não vou descuidar das minhas metas profissionais mas não vou buscar nada que me deixe estressada ou angustiada. Trabalhar para viver (bem) e não viver para trabalhar. Tudo na medida certa. E a medida certa é não estar insatisfeita!
Depois da minha retrospectiva pessoal de 2008 tudo me leva a crer que preciso - e devo - dedicar mais tempo e mais energia à minha vida sentimental. Eu estou feliz e satisfeita em tudo na minha vida e este é um aspecto que está um tanto quanto … atrofiado, eu diria! É onde me falta avançar! E não vou me sentir menos independente e segura de mim simplesmente por estar disposta a escolher estar com um cara a qualquer outra coisa nesse momento da minha vida.
Se tenho alguns resquícios de infelicidade e, eventualmente, a sombra da solidão e da depressão me espreitam é porque me falta a constância e a segurança de um relacionamento sério, duradouro, estável. E se até hoje eu investi na minha carreira e por isso recebo os frutos; investi no relacionamento com minha família e meus amigos e por isso os conquistei; porque eu não deveria investir meu tempo e minhas energias justamente naquilo que me falta: amor, carinho, atenção e dedicação de um homem por quem eu seja apaixonada? Então, tudo de que eu preciso é que ele queira; que ele me queira; porque eu, não tenho dúvidas, eu o quero. Prioritariamente, eu o quero em minha vida. De forma completa e definitiva!
Até porque não estou falando em abrir mão de carreira ou de uma mega-oportunidade única na minha vida, algo que nunca mais se repetirá. Nesse momento, eu tenho uma carreira estável na Embrapa; outra, a acadêmica, em gradativa ascensão, cujo ritmo não tem a menor necessidade de ser acelerado; tenho uma situação financeira tranqüila; amigos queridos com quem mantenho contato por e-mail e telefone e dos quais a distância geográfica não me afastou e, portanto, não o fará agora; além de uma família querida e saudável, pronta pra me apoiar se eu “sumir” mais do que o normal, estando perfeitamente disposta a vir me visitar. Por que eu não deveria investir justamente no campo da minha vida que parece atrofiado?
Olhando para 2008 vejo que, em todos os outros campos da minha vida, as coisas foram muito boas pra mim:
● Profissionalmente, na Embrapa: comecei o ano com uma mudança de enquadramento no quadro de cargos e salários da empresa que me deu um aumento de uns 30%. Ao longo do ano, conseguimos a aprovação da pesquisa de audiência do Prosa Rural, projeto idealizado por mim desde que cheguei no setor, encampado e assumido pela supervisão. (Esse projeto já rendeu frutos para minha carreira acadêmica e, certamente, ainda nos trará outros frutos.) Além de mais uma leve promoção, também ganhei uma pequena premiação. E, passados dois anos e meio, continuo entusiasmada com o trabalho que faço, mesmo tendo me rendido às tarefas rotineiras.
● Profissionalmente, carreira acadêmica: bem, nesse quesito, confesso, meu desempenho ficou bem abaixo do que eu havia projetado. Mas minha produção não foi totalmente nula. Verdade que só participei do congresso da Intercom e nem ao menos fui, como ouvinte, à Compos … Também não publiquei artigos em periódicos. Mas, em compensação, apresentei dois artigos na Intercom. E, ao escrever um em parceria com minha supervisora sobre a pesquisa de audiência do Prosa Rural ainda tenho o bônus de estar diversificando minha produção. No início do ano, concluí um curso de extensão em Divulgação de Ciência na UnB que foi de altíssimo nível, com excelentes professores. Eu dei uma relaxada também porque tinha um artigo aprovado para publicação como capítulo de um livro. O livro, online, saiu agora, em janeiro de 2009. Não entra propriamente na contabilidade do meu desempenho em 2008 mas serve pra me dar uma injeção de ânimo pra tocar, com mais afinco, meus projetos quanto à minha carreira acadêmica. Ah! Começar a dar aulas foi algo, mais uma vez, conscientemente, adiado.
● Vida pessoal: na verdade, acho que foi o setor da minha vida em que tive mais “conquistas”, por assim dizer. Em março eu finalmente comprei meu primeiro carro. E nem me endividei com isso. Foi um compra modesta mas justamente porque optei por não me endividar. Além de já ter meu próprio cantinho, morando só com toda a liberdade e conforto, também ganhei mais mobilidade.
Viagens: bem, quanto a isso acho que o ano foi 10!!! Comecei passando o réveillon em Salvador. Em fevereiro, Carnaval no Rio de Janeiro. E ainda acabei voltando ao Rio uma outra vez. Semana Santa em Santos Dumont, num sítio, em família. Muito bom! Uma viagem de fim-de-semana para Paracatu, em julho, uma semana antes das minhas férias (inesperada e com ótimos frutos). Nas férias, minha primeira viagem internacional, sozinha, pra Buenos Aires que também foi ótima! E, de quebra, um fim-de-semana em Paraty com minha família, lugar que sempre quis conhecer. Depois, ainda teve, em setembro, a Intercom em Natal e, em novembro, o Encontro do Prosa Rural em Salvador. Voltei ao Rio mais uma vez em dezembro pro casamento da Dani. Natal e réveillon passei em Santos Dumont. Verdade que, pra virada do ano, meus planos eram outros … Mas, dentro do que foi possível, passei uma noite agradável e em companhia de pessoas muito queridas. É tudo o que importa!
● Vida sentimental: infelizmente, o melhor que me aconteceu parece ter sido apenas um ensaio de algo que poderia ter sido muito mais; muito melhor! E tudo que eu espero é que esse “mais”, esse “melhor” se concretizem em 2009!